
Caralho! Os filhos da puta que me perdoem. Mas os palavrões nesse texto serão necessários. Vou relatar para os leitores desse blog o cotidiano de um jornalista. Falarei dos jornalistas de verdade. Alguns por formação e outros por opção. Na faculdade, estudei com alguns tipões. Ricardo Fanho, Jamanta Desgraça, Érika Loucura e Fábio Cheio de Dente. Todos CDF´s, mas nenhum com alma de jornalista. Tipões que ficaram guardados e são lembrados sempre no ápice da bebedeira dos eternos jornalistas. Tipões dos quais damos risadas eterna por serem reis nas aulas e no bar, simples ojetos de decoração.
O jornalista de verdade é a pessoa, independente do sexo, que aceita vender sua alma para o diabo. Independente do vicio – seja ele álcool, cigarro, maconha, cocaína, ácido ou todos (ou nenhum) – o verdadeiro não tem horário. O filho da puta, assim chamado, tem hora pra acordar, porém não há tempo para dormir.
Acorda geralmente por volta de 8h. Abre os olhos, coça o olho do cu. Geralmente, quando é homem, o pau está duro. Às vezes rola bronha. Às vezes, não. Com muita sorte, desperta com alguma pequena do lado, seja a que ama, ou não. Daí em diante é a rotina. Café preto, jornal na porta e cagão na privada – geralmente com o chuveiro quente ligado, para criar, segundo uma grande amiga, o mormaço de merda.
Redação! Stress, caos, desgraça e nada de almoço. A hora que der é misto quente e coca-cola. E tome a merda do stress! Normalmente, o jornalista de verdade passa o dia enrolando e pensando na cerveja gelada. Seja ela qual marca for, das importadas as Novas Schins. Cigarros, cafés passados e desejos pensados vem a inspiração. Normalmente ela chega por volta das 18h. Aí, junto com o texto corrido “sangrando da merda dos dedos”, vem o prazo. Editor, diagramador e fotógrafo. 21h e texto entregue.
Dia cansativo, né? O trabalhador comum normalmente vai para casa com a sensação de dever cumprido. Porém, o jornalista tem mais um dever a cumprir. A porra do bar. Seja em qual lugar de Sampa for – normalmente no Centro –, o filho da puta vai! Se encaminha e lá se encontra com a maior corja de assassinos. A escória.
Diplomados ou não, Diplomatas ou mendigos, a lei é a cerveja gelada, o petisco gostoso e papo sobre o mundo. Seja política, apagão, mulher pelada, tóxicos ou assassinatos em série. É nessa hora que o jornalista de verdade faz a verdadeira reunião de pauta, discute direções e se torna feliz. E o mais importante: ele segue a regra principal do manual dos bebados e cachaceiros – Não importa o quão forte for a ressaca, é sacanagem faltar no trabalho.
UM BRINDE PARA TODOS OS JORNALISTAS QUE DÃO VALOR A BOEMIA, A CERVEJA E A CAMARADAGEM! Para os Marcelos Robertos da vida, (he he he) me resta o riso, o copo quebrado e o rato morto
Mano, pena muita gente não conhecer o sabor do bar depois de trampo pós facul. O bom é que quem conhece vale a pena.
VAGABUNDO! CACHACEIRO!
Genial, sensacional, humano e real.
E uma cerveja na conta do Marcos.
Mano…em várias profissões os profissionais são até boemios…advogados, eletricistas, professores, cantores, até pedreiro (faz tudo) já o pedreiro bom (mestre de obra) vai pra casa descansar pq tem que acordar 5 da manhã…alguns tem vergonha na cara de beber só em fim de semana…
Acredito que no caso do Jornalismo, uma profissão apaixonante para quem tem saco….é mais um arroz com feijão qualquer…mas sempre o vi em forma de arte (BEM CHATA PRA MIM)…por isso um brinde a quem fez cair a lei do diploma…é o que eu acho…uma empresa nunca contratará um peão…e sim um formado ou um que saiba escrever a bagaça bem…
“Um bom trabalho sempre sairá quando estivermos sóbrios…ninguém aqui é poeta do século ou compositor de música clássica do séc 16 para se dar ao luxo da tuberculose ou do vinho”
QUALQUER UM PODE SER BOEMIO…FODAM-SE…OK?BJSSS
Claro que qualquer um pode. Só escrevi sobre jornalismo porque é a minha profissão. Não sou advogado ou eletricista. Porém cada um que cuide da sua profissão e eu quero mais é que todos sejam felizes e tomem no cu tranquilo.
ok? bjs.
Não mano…eu quis dizer que esse negócio de ser boemio com a sua profissão não tem nada a ver…tem a ver com sua vida pessoal…a maioria dos jornalistas bebe só em fim de semana…tome nota…é uma profissão a mais como qualquer outra…para levar o pão de cada dia…se bem que acho arte…por isso apoio a lei que derrubou o diploma…amei
Manos, eu escrevi um comentário bêbado que não dá pra entender um caralho. Eu, hein.
Firmeza, eu acho que beleza!