Eu admiro de coração os casais que passam a vida juntos. Sou um cara que realmente acredita no amor e faz de tudo para que ele sobreviva, acima de tudo. Porém, o que vemos por aí não é bem assim. Hoje em dia é quase impossível ver ou viver um relacionamento que dure para sempre. E esse fim pode chegar com dois meses ou duas décadas. A sociedade não olha mais com maus olhos para uma mulher divorciada e também não é mais vergonha para um homem ter fracassado em uma relação amorosa. Seguindo essa lógica, obviamente as pessoas tem mais coragem de se separarem e é aí que eu quero chegar. E quando as pessoas insistem em levar a diante um relacionamento que já chegou ao fim?
Um relacionamento pode chegar ao fim de duas formas. Quando o casal sesepara, que é a mais aparente, ou quando eles continuam juntos, porém sem amor nenhum. E não me venham com a pataquada de que se é amor, não acaba. Acaba sim, senhor, salvo raras exceções (são essas que eu
admiro). As pessoas mudam, evoluem. Um ser humano que segue somente uma linha de ideologias e pensamentos, acaba acomodado no tempo, perdendo grandes chances de ter novas experiências de vida e se tornando estagnado. Por isso sempre é bom evoluir. O que acontece hoje em dia, é que a maioria dos casais que eu conheço passou a evoluir para lados diferentes, os separando.
O ponto é que quando uma relação acaba, ela realmente chegou ao fim. Tem gente que quando leva uma bota do namorado ou da namorada, acredita fielmente que, ao passar dos anos, a pessoa “amada” realmente vai voltar. Coloquei amada entre parênteses porque isso não é amor, é obsessão. Um namoro ou casamento só termina porque uma das partes (ou ambas)perdeu totalmente o respeito pela outra. E perder o respeito, não significa sair por aí, colocando pares de chifres em cabeças alheias. Perder o respeito em uma relação significa não se importar mais com o seu par. Sobrepor suasvontades em cima das do seu parceiro e não dar a mínima. Trocando em míudos, é você ir ao cinema sozinha assistir aquele filme que o seu par estava doido para ver, por exemplo. E aí, meu amiguinho ou moçoila bonitinha, não adianta chorar, espernear ou fazer promessa para Santo Antônio, o santo casamenteiro. Isso é realmente o fim.
O duro é que quando, mesmo sabendo que todo o romance acabou, ambas as partes, por comodidade e medo da solidão, resolvem reatar. Aí é que o bicho pega. Porque, dependendo de quanto tempo ficaram separados, a coisa só piora. A mocinha que era ciumenta, vai ficar ainda mais ciumenta. O cara, que bebia umas a mais quando era casado, voltará a relação tomando infindáveis tragos. Podem se controlar no começo, mas depois de dois ou três meses, tudo volta ao normal. Não adianta, as pessoas são o que são e podem mudar até certo ponto, porém sua essência continua a mesma. Uma pessoa ciumenta não vai deixar de ser da noite para o dia, simplesmente porque o seu parceiro não admite esse tipo de atitude. Ela pode até engolir a seco o sentimento, mas quando uma briga explode, já era. Como se diz por aí, é jogar bosta no ventilador. Isso quando, pelo mesmo sentimento, uma das partes passa a ficar com a cara fechada. Esse tipo de pessoa pode passar horas e horas de cara feia, monossilábica e, ao ser questionada sobre, diz apenas um singelo: “nada. Tá tudo bem”, acompanhado de um sorriso amarelo.
E quando os ex-namorados voltam a ser um par e uma das partes aparece com um novo amigo ou amiga? O rapaz implora pra mocinha reatar o namoro com ele e ela decide ceder. Porém, a tiracolo, vem um tal garotão, novo colega de trabalho que a adicionou no Orkut. Ou então a mocinha chora para o namorado não a esquecer e o relacionamento continua, porém ele apresenta a namorada as suas novas amigas do cursinho – a Tati, a Paulinha e a Rê. E ai, nobres companheiros. O que fazer? Como viver com tais paranóias? Tem como ser feliz nessa situação?
Por isso é que eu acho que quando um relacionamento acaba uma vez, não vale a pena ser retomado. Quando ele acaba, é porque ambas as partes (ou em alguns casos somente uma das) tentaram de tudo e infelizmente o amor não sobreviveu. Os interesses pessoais foram mais fortes. As pessoas evoluiram para lados diferentes. C’est fini, mon amour!. É mais saudável terminar um lance assim do que forçar a barra e criar um ódio mortal entre ambas as partes. Fora a humilhação que é ficar implorando por piedade e amor. Tudo na vida tem um fim, inclusive as relações. E, como eu disse no começo, esse fim pode chegar com dois meses ou duas décadas. Cabe só a você fazer esse fim ser menos ou mais doloroso. Vale a pena virar a página e partir para uma melhor. Se você terminou um relacionamento dando ou levando um pé na bunda, foi melhor assim. Às vezes, acontece de você ser uma pessoa mais feliz e realmente encontrar o seu par.
twitter: @boemia_eterna


Concordo. Muito.
Ai que texto foda. Muito verdadeiro!
A questão da comodidade é real, conheço muitos casos.. as pessoas esquecem que podem ser felizes de verdade!
Sim, o amor acaba.. e saber como renascer.
Sábias palavras..
Beijos.
Sempre é bom ficar de olho aberto, principalmente nas relações de longa data, eu aprendi que no primeiro sinal de ciúme, controle ou aborrecimentos, deve-se acabar, dar um basta logo, antes que a relação fique comprida demais e sobrem espinhos
Já fui noivo 3 anos…e percebi que se tivesse moderado aqui e ali e não me rebaixado a algumas opiniões, estaria melhor hoje
A gente sempre deve ter auto respeito, nenhuma mulher ou homem merece as humilhações de um ex que quer voltar, deve-se seguir pra frente
Pra mim…amor mesmo?Só de mãe…e o nosso próprio, se a gente não cuidar da gente….quem vai cuidar?
A experiência é o melhor remédio, e a indiferença e o esquecimento é a melhor vingança
É, meu caro amigo. Só a experiência e algumas doses de uísque para salvar. He he he.
Ótima diagramação, caprichada e atenciosa as pontas do assunto CONFESSO
Perfeito!
Nós evoluimos solteiros ou não. Cabe a nós mesmos envolver o ser querido, ou se deixar envolver…. e evoluir juntos!!!
Fato: se não deu certo da 1° vez, não dará da 2°!!!
Estou passando por um momento difícil, terminei um namoro de quase 3 anos, haviam várias atitudes que não gostávamos um no outro e que tentamos conversar mas não foram resolvidas. Desta vez decidi que não dava para continuar, mas é realmente difícil o pós-término, e como a decisão foi minha, a responsabilidade e aquele pensamento de “ainda posso voltar atrás” sempre está na mente. Nos momentos de solidão o coração fala muito alto, mesmo lendo tantos artigos e relatos de pessoas que confirmam que não deu certo na primeira nem na segunda vez. É difícil manter a decisão com a mente e o coração em discordância…
Olha… Sinceramente… Acho que estamos acomodados com pensamentos novos e extremamente atuais, esquecendo dos primórdios de como eram realizados os bons encontros e namoros. Não estou me referindo ao tempo que o pai arrumava um par para a sua filha. Estou falando na época que as pessoas tinham palavra. Existia valores. O respeito era algo profundamente ensinado e a educação era alimentada dia-a-dia.
Texto duro o seu, vivo de duras palavras machucadas ou desacreditadas das pessoas. Seres humanos do século XXI.
O que colhemos nos nossos relacionamentos de hoje é exatamente o que estamos plantando com o tanto de comunicação em demasia e falta de privacidade.
Liberdade de expressão, passou a barreira do bom senso e hoje temos a verdade mal educada, sem ponderar se irá afetar o próximo ou não, previamente julgada pelo mesmo que o faz, por ser verdade. Não se dando conta que é a própria verdade e não a de todos. Entenderam? Falta de olhar o coletivo.
Eu falo e tenho razão plena!
Nem tudo que eu disse aqui, digo que é razão plena, acho, segundo o que eu entendo por relacionamentos que, o meio onde vivemos, está muito mais propicio a ser acarretado desse exagero de sentimentalismo momentâneo e logo também o seu Adeus. O que na minha opinião justifica muito o fato das pessoas estarem carentes afetivamente.
O conceito de família esta deturpado e o que veremos mais ainda pela frente serão mulheres solteiras, bem sucedidas, vivendo sozinhas com seus filhos inseminados porque que viver em um relacionamento é submeter-se a relevar um pouco do nosso próprio ego. Então, uma boa trepada resolve a falta. O nunca ter conchinha nem passa pela cabeça, pois a criança preenche 100% suas vidas, junto com sua carreira.
Então, o mundo esta uma desordem… o que me faz pensar, os conceitos, coloquemos assim, sempre
foram algo “torto”? Tipo, nasceu torto e agora FoD@#98@)(u?
Na minha opinião, a resposta para isso, causa e efeito. Tantas revoluções, tanto para conseguir tanto, o mundo evoluiu e os “tipos” de como se relacionar também…
Muito bem escrito, concordo com algumas palavras, mas ainda acredito no amor surreal ou ditos em poesias. Sou profundamente ridícula. Mas, assim como você, descredulo de uma segunda chance e crédulo de que as pessoas podem voltar com o desejo obsessivo ultramente afetivo… Eu ainda acredito nos imbecis dos seres humanos, por um único motivo. Eu acredito em mim.
Ana. Atualmente as coisas estão diferentes. Os seres humanos estão cada vez mais descartáveis. Mas definitivamente o amor romântico está fadado ao fracasso. As pessoas se juntam para conseguirem ter mais grana e realizarem sonhos em comum juntos. A grande maioria, é claro. Porém, que bom que você acredita no ser humano e no amor surreal. Quem sabe um dia você não encontra o seu par, né? De qualquer forma, obrigado pelo comentário inteligente. É raro isso por aqui.