Feeds:
Posts
Comentários

Nasci e cresci nesta grande e famigerada metrópole chamada São Paulo. Mais precisamente na tão famigerada Zona Leste. Comecei a trabalhar aos 14 anos, mas só aos 16 passei a depender do transporte público para chegar ao trabalho e à escola que eu estudava na época.

O metrô de São Paulo, principalmente para quem mora na Zona Leste, tem algumas particularidades que só quem o utiliza diariamente sabe. Nesta época, aos 16, eu perdia um tempo absurdo para sair de casa e chegar ao trabalho por não conhecer estes pequenos macetes. Era empurrado, esmagado, tomava pescotapas e cheirava suvacos. E olha que nessa época ainda nem existiam os famosos celulares e seus donos funkeiros/pagodeiros/paquitões.

Como os atrasos estavam se tornando mais constantes, tanto para chegar ao trabalho como para voltar e ir para a escola, tinha que encontrar um jeito de, pelo menos, perder menos tempo – uma vez que “ganhar tempo” e “transporte público” são expressões que não existem na mesma frase.

Com tanto tempo de experiência, resolvi escrever este prático Guia, que traz dicas para você se foder menos quando for usar o metrô em São Paulo. Clique aí e continue lendo.

Continuar Lendo »

O que se vê por aí, é que muita gente se queixa sobre relacionamento. Dor de cotovelo, chifre, saudade ou ódio. E quem nunca passou por uma desilusão amorosa, não é mesmo?
Como já escrevi anteriormente, o amor está muito banalizado e muitas pessoas não respeitam o seu par. Eu, que já levei muita porrada nesse assunto, resolvi escrever cinco tópicos para você ter um relacionamento um pouco mais saudável (menos lunático) – seja ele namoro, casamento, amizade colorida ou qualquer outra coisa relacionada ao sexo oposto. Não que eu seja o dono da verdade, mas a vida me ensinou a dar prioridade aos tópicos abaixo para “deixar o rock rolar” em um relacionamento. Continuar Lendo »

O Brasil vive uma fase prolífica na revelação de novos humoristas ou pessoas que pensam que são engraçadas. Quase todo canal de TV tem comediantes da nova safra em seus programas. Além dessa mídia, a internet e o rádio também têm revelado alguns estandapeiros ou videologuers.

O grande problema, porém, é que o conteúdo criado por essa turma é composto por piadas sofríveis ou quadros vergonhosos e repetitivos. Quem já asssitiu ao Zorra Total, teve o desprazer de ver a atriz Katiuscia Canoro interpretar a Lady Kate e, toda semana, fazer a mesmíssima piada com as frases “to pagando”, “força na peruca” e “causa que grana eu tenho, só me falta-me o gramour”. Foi engraçado nas três primeiras vezes. Mas depois perdeu a graça. O segredo é: como continua no ar? Sei lá.

Na MTV, uma nova geração de comediantes comanda a grade da emissora. Marcelo Adnet – talvez o mais talentoso entre eles – erra nove em cada dez piadas que faz. Só para sentir como a situação é ruim. Sua esposa Dani Calabresa, que apresenta o progarama Furo MTV ao lado do picolé de Bento Ribeiro, deveria passar por um teste para ter noção de quantas pessoas riem de suas piadas enquanto o programa é transmitido. O resultado seria um grande alerta para a MTV, tamanho a quantidade de gente que mal esboçam um sorrisinho de canto de boca.

Porque humor tem que provocar risos ou fazer pensar. Se o resultado das piadas for um imenso vazio, o humorista é fraco. Simples assim. E, quem assiste a esses programas já parou para pensar quantas vezes consegues rir? Se muitas, é retardado. Mas sei que o povo, no geral, não ri. Talvez ache essas novas estrelas bonitinhas, mas engraçadas mesmo, não.

E o Quinta Categoria MTV, com aquele Paulinho Serra e a sua turma, hein? O que conseguem criar de bom ou marcante dentro do humor? Nada. Conseguem ser mais fracos que o Marcos Mion na época que era VJ da MTV. Tudo bem, sei que o programa deles é de improvisação, uma das categorias mais difíceis do humor. Mas eles têm tempo para testar as piadas antes da atração ir ao ar. Se não tem graça, tente achar outros assuntos. Do tempo que está no ar, o programa já podia ter melhorado. Até hoje eles não conseguiram isso. Sinal de incompetência ou de conivência da direção da emissora. Ou ambos.

Continuar Lendo »

O quarto é um cômodo que esconde muitos segredos. Não vou abordar os segredos sexuais, porque esse tema é batido. Afinal, quem nunca conheceu um amigo que transava com o próprio travesseiro ou tentou se matar fazendo um capacete asfixiante com o lençol? Comum demais. O segredo mais degradante que os quartos guardam são de ordem musical. Sim, é nesse recinto que um headbanger durão ouve o novo disco da Cindy Lauper. É lá que o indie nabo bate cabeça ao som de Iron Maiden. E é também no local de descanso que o erudito senhor relaxa sua “cabecice” com um LP do Jorge Ben.
Todos nós temos nossas vergonhas musicais. Eu tenho várias e até assumo e defendo muitas delas. Mas há também aquelas vergonhas coletivas. Músicase e clipes que todos sabem que são ruins, apelativas, farofas, pretensiosas. Foi pensando nisso, que elaborei uma lista com algumas faixas que poderiam muito bem figurar na coletânea Melhores Piores Músicas/Clipes do Mundo. Hoje, versão hard rock.

Eu admiro de coração os casais que passam a vida juntos. Sou um cara que realmente acredita no amor e faz de tudo para que ele sobreviva, acima de tudo. Porém, o que vemos por aí não é bem assim. Hoje em dia é quase impossível ver ou viver um relacionamento que dure para sempre. E esse fim pode chegar com dois meses ou duas décadas. A sociedade não olha mais com maus olhos para uma mulher divorciada e também não é mais vergonha para um homem ter fracassado em uma relação amorosa. Seguindo essa lógica, obviamente as pessoas tem mais coragem de se separarem e é aí que eu quero chegar. E quando as pessoas insistem em levar a diante um relacionamento que já chegou ao fim? Continuar Lendo »

“Thaís Oliveira teria hoje 15 anos. Era diarista. Ela namorou Fábio desde os 13. E é claro, descobriram a vida sexual juntos. Ela, por ser filha de pais evangélicos, não tinha a mínima abertura para falar sobre sexo. Tudo que aprendeu foi com seu namorado, com as amigas e, quando conseguia vencer a barreira da timidez, perguntava algo para a professora. O casal realmente se amava, eram do tipo que com certeza teriam uma relação duradoura. Por falta de informação, Fábio não sabia colocar a camisinha direito. Até que um dia, aconteceu. O preservativo estourou e, por culpa do tesão, só foram perceber o ocorrido no final da relação sexual. Em uma tarde de dezembro, em pleno período de férias escolares, Thaís ficou grávida. Continuar Lendo »

Certas pessoas, ao completar 20 anos, esquecem que foram adolescentes e começam a atacar indiscriminadamente qualquer produto cultural – ou não – destinado a essa faixa de idade. Alguns o fazem com uma empáfia ridícula. Há também aqueles que esquecem de envelhecer e evoluir. Dessa maneira, ficam presos eternamente à adolescência e não revisam seus gostos, modo de vestir e discos.

Não adianta renegar o passado. Muito menos permanecer nele eternamente, bater no peito e gritar: na minha época é que era bom. E assim, continuar como certos caras por aí, que ainda hoje usam camisa de flanela estilo grunge, cabelo comprido tipo o do Ozzy ou visual clubber do Ludovico. Nada disso é saudável. Tanto que considero descabidas essas discussões sobre o valor cultural de um filme como Crepúsculo, de bandas como o Jonas Brothers e Restart e de uma novela como RBD. Continuar Lendo »

Ela prefere de comida chinesa. Eu, japonesa.
Ela vai de Brahma. Eu, de Antarctica.
Na noite fria, ela pede uísque. Pra mim, vodca.
Comida de boteco? Só se for pra mim.
Ela ama o Axl Rose. Eu não o suporto faz tempo.
Mesmo assim, deixei ela batizar nosso cachorro com o nome do cantor.
Porém, ela abre mão quando aceita minha chatice depois dos porres de vodca.
Então, fica tudo empatado, no fim.
Baiana, ela prefere comida do sul. Paulista, eu prefiro comida nordestina.
Ela vai de Mc’Donalds. Eu, de Burger King.
Junkie food pra ela tem que ter catchup. Pra mim, não pode faltar mostarda.
Sua pizza é portuguesa. A minha calabresa.
Enquanto ela devoras caixas de chocolate, eu detono peças de queijo e embutidos.
Ela gosta de dormir cedo e acordar tarde. O contrário de mim.
Ela é fão do Abba e da Cher. E até me fez gostar desses artistas gays.
Mas sou macho e vou de Led, QOSTA, Stevie Wonder e David Bowie também.
Ela gosta de filmes de terror. Eu, de dramas.
O Brad Pitt é seu galã de cinema. O meu é o Clint Eastwood.
A Angelina faz o tipo dela. O meu é mais a Scarlett Johansson.
Ela gosta de praia, mas não muito de tomar sol. Milagre feminino.
Mais milagre ainda é que em duas coisas importantes concordamos: somos corintianos e nos amamos.

Em homenagem ao meu amor @Ana_Paula_Amori

Twitter do autor: @heldermaldonado

“Música de Brinquedo”. Apesar do título ser auto explicativo, nunca é demais ressaltar que o novo disco do Pato Fu foi, sim, gravado integralmente por instrumentos de brinquedo, em escala reduzida ou de iniciação musical, como a escaleta. Surpresa? Talvez para alguns. Pois esse é o tipo de ousadia que pode-se esperar dessa banda mineira, que desde o início da carreira jamais seguiu por caminhos seguros ou repetiu fórmulas batidas em seus discos e shows.

Para experimentar essa nova sonoridade, o Pato Fu gravou um repertório repleto de sucessos da música nacional e internacional. Os arranjos originais foram respeitados, mas as diferenças entre as versões são evidentes. Afinal de contas, em “Live And Let Die”, de Paul McCartney, é o ruído de um elefante de brinquedo que substitui os arranjos de corda. Em “Sonífera Ilha”, dos Titãs, a sirene de um carrinho de polícia incrementa o som. E, para completar, Nina, filha de John Ulhoa e Fernanda Takai, e seus amigos desafinam graciosamente em algumas faixas do CD. “O disco ‘Música de Brinquedo’ tem uma sonoridade imperfeita que joga um sorriso no rosto dos ouvintes”, resume Fernanda Takai.

Mas o atrevimento do Pato Fu também cobra seu preço. Afinal, para que tipo de público e em qual segmento de rádio esse estilo de música se encaixa? Até mesmo Fernanda Takai titubeia para responder. “Esse CD tem uma categorização saudável artisticamente e arriscada mercadologicamente. Não sei se alguma emissora tocará nossa música, já que esse estilo não se encaixa em nenhuma das estações segmentadas que existem hoje em dia. O show também varia entre uma vertente infantil e adulta. É um espetáculo completamente difícil de rotular”, comenta. Para explicar esse inusitado projeto, a vocalista Fernanda Takai deu uma entrevista exclusiva que pode ser conferida a seguir. (Por Helder Maldonado, publicado originalmente no SUCESSO e-mailing) Continuar Lendo »

Meu texto de hoje faz uma releitura do post “Matias e o vagão do inferno”. Trata-se de um apanhado de informações e divagações que faço quando utilizo o transporte público de São Paulo, especialmente o metrô.

No texto do Matias, conto alguns detalhes irritantes que, não só eu, mas muita gente nota dentro de um metrô ou ônibus. Entre eles, e talvez o mais chato, seja aquele grupo de fulanos galeirosos que insistem em ouvir suas músicas no celular sem usar um fone de ouvido.

Hoje, contudo, gostaria de propor uma discussão sobre o quê se passa na cabeça das pessoas enquanto elas estão no metrô. A ideia surgiu na noite de ontem. Quando voltava pra casa, consegui um lugar para me sentar no metrô e abri meu livro. Uma estação depois, entra uma mulher meio espalhafatosa e se acomoda ao meu lado.

  Continuar Lendo »

Posts mais antigos »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.